Turismo

TurismoA morabeza (hospitalidade), o clima ameno durante todo o ano, o curto tempo de vôo entre Cabo Verde e a Europa (4 a 6 horas), as praias de areia branca do Sal e da Boa Vista com águas quentes e condições favoráveis para a prática de desportos náuticos (mergulho, windsurf) e a riqueza musical e cultural são factores que tornam Cabo Verde um apetecível destino turístico.

O mercado europeu é um dos principais consumidores dos produtos turísticos do arquipélago. Segundo dados do INE, a maior parte dos turistas que pernoitaram em estabelecimentos hoteleiros nacionais eram, em 2008, provenientes do Reino Unido (23,2%), seguido da Itália (18,6%), Portugal (14,9%) e Alemanha (13%). O turismo interno representa 6,3 por cento das dormidas, em 2008.

Cabo Verde apresenta a quinta maior taxa de crescimento médio anual de entrada de turistas. Em menos de dez anos, o número de turistas estrangeiros mais do que duplicou, chegando a mais 333 mil, em 2008. O Sal é a ilha que acolhe mais turistas (mais de 60 por cento) e que emprega o maior número de pessoas no sector do turismo, numa relação de 48 para cada 100 empregados. A Boa Vista vem ganhando um maior peso, com a abertura do aeroporto internacional e de novos resorts.

O turismo balnear e náutico continua a dominar os sub-produtos do sector, embora Cabo Verde possua potencialidades para desenvolver um turismo de qualidade (residencial e de luxo) e ecológico (Santo Antão e Fogo).

A tendência, segundo projecções do Banco Mundial e do próprio Governo, é para que o turismo reforce o seu papel de motor da economia, uma vez que já beneficia de mais de 90 por cento do investimento estrangeiro no país. É ainda um sector com importante peso nas receitas do PIB, provenientes do investimento externo (18,3 por cento, em 2006).

 

Um milhão de turistas em 2015

O número dos estabelecimentos hoteleiros em Cabo Verde tem vindo a aumentar (5,3% de 2008 para 2007), totalizando 158 hotéis, pousadas e residenciais, segundo dados do INE. O país oferece uma capacidade de alojamento de 6.172 quartos e 11.420 camas. A taxa de ocupação média a nível nacional é de cerca de 80%.

Regista-se um interesse crescente no turismo residencial e de segunda habitação, particularmente nas ilhas do Sal e de Santiago. De facto, dados da Cabo Verde Investimentos relativos a 2007 mostram que 97 por cento dos projectos aprovados destinavam-se ao Turismo e Imobiliária Turística,o que também tem contribuído para um aumento da especulação imobiliária.
Projecções do Governo estimam que, até 2015, o número de turistas ascenda a um milhão, contribuindo em cerca de 30 por cento para as receitas do PIB e empregando mais de 53 mil pessoas.

Para fazer face a esta procura, o Governo está a trabalhar num Plano Nacional de Formação para o Turismo e já investiu numa Escola de Turismo e Hotelaria, em construção na ilha de Santiago.

Outra das prioridades para o sector é a diversificação dos serviços (aposta no turismo rural e cultural), a melhoria da qualidade do alojamento e o desenvolvimento de infra-estruturas de apoio (tratamento de resíduos sólidos, transportes, fornecimento de energia e água).
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