Transportes

Por terra

Cabo Verde tem mais de 1350 quilómetros de estradas, cuja manutenção e gestão estão a cargo do Instituto das Estradas.

Junto à capital foi construído a primeira via rápida do país, denominada circular da Praia, com uma extensão de 17 quilómetros. O país tem uma boa cobertura de vias terrestres, embora muitas localidades situadas em zonas de terreno acidentado (em particular no Fogo e na ilha de Santo Antão) permaneçam isoladas.

O parque automóvel acumulado em Cabo Verde estima-se em 56.158 viaturas, dos quais cerca de 80 por cento são veículos ligeiros. Nos últimos cinco anos, registou-se uma entrada média anual de três mil viaturas, o que representa uma média mensal de 259 automóveis e motociclos, revelam dados da Direcção das Alfândegas e da Direcção-Geral dos Transportes Rodoviários (DGTR). A taxa média de crescimento ao ano é de 8%, garantindo uma rápida renovação do parque automóvel.

Entre 2005 e 2008, o país importou um total de 13068 viaturas automóveis. As viaturas importadas nos últimos cinco anos são, sobretudo, provenientes da Europa e Portugal lidera o mercado de exportação para Cabo Verde com 52 por cento. Segue-se o marcado holandês (3132 veículos), norte-americano (783) e espanhol (649).

Os serviços de transportes urbano e interurbano foram liberalizados a partir de 2003. Praia e Mindelo são as únicas cidades servidas por uma rede de transportes públicos, que compreende três empresas privadas em Santiago e seis em São Vicente e mais de cem autocarros.

A Transcor foi, até Dezembro de 2003, propriedade do Estado, sendo depois liquidada. No Mindelo, a empresa mantém-se em funcionamento, já que os funcionários adquiriram os activos da companhia.

No transporte urbano e interurbano, os táxis (mais de mil) e os hiaces/hilux (mais de 3000 viaturas) asseguram grande parte das ligações, respondendo à demanda por transportes públicos do tipo tradicional.

Para o serviço rent-a-car, estão licenciadas15 empresas, com uma frota superior a 600 veículos.

 

Por mar

Cabo Verde, dada a sua condição insular, é um país de forte tradição marítima e muito dependente das ligações por mar para suprir as suas necessidades básicas (de deslocação, alimentação, combustível, etc).

O arquipélago tem nove portos, um para cada ilha, num total de 3,473.45 metros de cais acostáveis. Os Portos da Praia, do Mindelo (Porto Grande) e do Sal (Palmeira) são internacionais.

Todos os portos do país são geridos e explorados pela Enapor-Empresa Nacional de Administração dos Portos de Cabo Verde, uma sociedade anónima de capitais públicos, em processo de privatização.

Já decorre o processo de modernização e ampliação de alguns portos, nomeadamente o de Palmeira, Praia e Vale dos Cavaleiros (Fogo), com financiamento estatal e do Millenium Challenge Account. Com esta expansão, Cabo Verde poderá crescer, em 2012, de 150-200 para 400-500 navios e aumentar o número de contentores reexportados de 2.000 para 4.000 ou 5.000, servindo ainda de plataforma aos navios das empresas petrolíferas no Atlântico Médio.

São, sobretudo, as empresas internacionais, como a Agemar, a Maersk, Portline e Trasinsular, que garantem os serviços de shipping e de transporte de cargas e contentores. Apenas a companhia Polar, de capitais nacionais, assegura uma ligação mensal internacional com um navio para Fortaleza, no Brasil.

A cabotagem nacional está exclusivamente reservada às empresas nacionais, numa frota total de 21 navios. A maior parte destas embarcações, exceptuando o Praia d’Aguada, estão em mau estado de conservação e apresentam algum risco para tripulantes e passageiros. Em 2007, dois navios da frota nacional, o Barlavento e o Mosteiros, chegaram mesmo a naufragar.

A chegada de dois catamarãs em 2007 veio melhorar um pouco a situação no transporte de passageiros, particularmente na ligação entre São Vicente e Santo Antão. No entanto, no Sotavento as ligações entre Praia e Fogo/Brava e Praia e Maio são irregulares e estão muito aquém da demanda da população.

A Cabo Verde Fast Ferry,uma sociedade anônima que arrancou na diáspora dos EUA, mas que conta já com capitais públicos, deverá começar a operar, no máximo, até 2011, explorando um segmento de mercado que necessita de avultados investimentos.

 

Por ar

Em Cabo Verde, operam três empresas nacionais de aviação, a TACV-Cabo Verde Airlines, companhia nacional de bandeira estatal, a Halcyon Air, de capitais privados, e a Cabo Verde Express, empresa privada com uma frota de pequenos aviões.

A TACV foi criada em 1958, tem exclusivamente capitais públicos, mas está em processo de reestruturação e privatização. Em 2009, entrou em processo de falência técnica, embora nos anos anteriores se tenha procurado reequilibrar as contas da companhia reduzindo o número de efectivos e liquidando imóveis. Tem uma frota de dois Boeings 757-200 (Emigranti e B.Leza) e de três ATR’s (ATR 72-500 e ATR 42-500). Garante ligações internacionais com a Europa (Las Palmas, Lisboa, Paris, Londres, Amsterdão, Munique e Roma), Brasil (Fortaleza), EUA (Boston), África (Dakar, Banjul e Bissau).

Fornece ainda serviços inter-ilhas regulares para todos os destinos, excepto a Brava e Santo Antão, que não dispõem de aeroporto.

Durante décadas, a TACV e a companhia portuguesa TAP (que começou por voar somente para o Sal, mas voa agora também para a Praia) detiveram um duopólio nas ligações entre o arquipélago e Lisboa. Só em 2005, companhias charter européias, principalmente portuguesas, começaram a voar para o Sal e, mais recentemente, para o aeroporto internacional da Boa Vista.

Apesar da entrada de novos concorrentes nestas linhas regulares para a Europa, os preços das passagens aéreas mantêm-se elevados, rondando os 600-700 euros.

A TACV tem ainda um serviço de handling e manutenção com uma excelente capacidade técnica, equivalente às das melhores empresas do ramo a nível internacional.

A Halcyon Air,empresa nacional com capitais portugueses, angolanos e cabo-verdianos, iniciou as suas operações em Julho de 2008, garantindo as ligações inter-ilhas, com aparelhos ATR.

O país tem aeroportos em todas as ilhas excepto na Brava e em Santo Antão. Praia, Sal e Boa Vista albergam os aeroportos internacionais. O aeroporto de São Pedro, em São Vicente, deverá receber os primeiros vôos internacionais em Dezembro de 2009.
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