Saúde

Apesar de alguns constrangimentos (falta de médicos especialistas e clínicos gerais, poucos recursos, más condições de atendimento, etc), o Serviço Nacional de Saúde de Cabo Verde tem trabalhado no sentido de melhorar os indicadores de saúde no país.

Nos últimos 30 anos, Cabo Verde conseguiu colocar-se num patamar superior ao dos restantes países da sub-região da África Ocidental, melhorando indicadores como os da mortalidade infantil ou da cobertura vacinal das crianças e adultos, etc. Este desempenho contribuiu para a Graduação do País para a Categoria de Desenvolvimento Médio e para a melhoria dos indicadores do Índice de Desenvolvimento Humano relativo a Cabo Verde.

O SNS é suportado pelo Estado e pelos contribuintes e garante o acesso de toda a população a cuidados primários de saúde. Compreende uma rede de Delegacias de Saúde, Centros de Saúde, Hospitais regionais e Hospital Central.

De 2005 a 2009, o Ministério da Saúde apostou na infra-estruturação, construindo 19 Centros de Saúde: três, na Cidade da Praia (com previsão para mais cinco, até final de 2009), dois em S. Vicente e um em cada um dos restantes Concelhos/Delegacias de Saúde (com excepção daqueles onde se encontrem Hospitais Regionais).

Foi criado um Hospital Regional de raiz (Santiago Norte, em Santa Catarina) e dois outros Hospitais Regionais em S. Filipe (Fogo) e na Ribeira Grande (Santo Antão).

O Hospital Agostinho Neto, único Hospital Central do país, está a ser remodelado: uma nova maternidade está já em construção e experimentam-se novas tecnologias, criadas pelo NOSI, que vão permitir a marcação de consultas online e que garantem já a gestão hospitalar (consultas, análises, aprovisionamento) de forma integrada e informatizada. A nova infra-estruturação e a reestruturação do HAN vai aliviar a sobrecarga de atendimentos que estão sob a alçada do Hospital Central, incapaz de responder, nas melhores condições, a tanta demanda.

 

Principais causas de morte: Cancro e doenças cardiovasculares

A Política Nacional de Saúde, aprovada em 2007, vem propor uma gestão descentralizada da Saúde, por regiões sanitárias, e aponta novas estratégias para debelar a mudança de paradigma epidemiológico em Cabo Verde. Dados do Ministério da Saúde, referentes a 2007, mostram que as doenças não-transmissíveis (como a diabetes e hipertensão) têm maior prevalência do que as doenças infecto-contagiosas, que eram há duas décadas atrás a principal causa de morte. Também o Programa de Saúde Reprodutiva veio reforçar a prestação de serviços no âmbito do planeamento familiar e controlo das infecções sexualmente transmissíveis, dos cuidados materno-infantis e gineco-obstetrícios.

Assim, a primeira causa de mortalidade em Cabo Verde, em 2007, são as doenças cardiovasculares (670 óbitos, equivalente a 138, 7 mortes por cada 100 mil habitantes). Logo a seguir surge o cancro (268 mortes) e as afecções respiratórias (230). Só em quinto lugar, aparecem as doenças infecciosas e parasitárias (172 óbitos).

Cabo Verde não tem as condições para fazer face a um aumento da prevalência de doenças não-transmissíveis. Há uma razão de 4,7 médicos por 10 mil habitantes; não existem estruturas para cuidados oncológicos e paliativos e os doentes têm de ser evacuados para o estrangeiro; não há unidade de cuidados intensivos e de hemodiálise. Colmatar estas lacunas vai exigir mais investimentos em infra-estruturas e em formação de médicos e especialistas (o país também não tem universidades de Medicina).

A saúde, apesar de tudo, é um dos sectores com maior peso no Orçamento de Estado. Em 2009, devido à epidemia da dengue os encargos com a Saúde aumentaram, mas foram em parte compensados pela ajuda internacional em gênero e bens. Para 2010, o Governo, numa tentativa de aliviar a pressão fiscal sobre as famílias vai responsabilizar-se por 70 por cento dos encargos fiscais com as despesas de saúde.

Politica Nacional de Saúde 2020

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Centro de Saúde de Achadinha Centro de Saúde de Tira-Chapéu

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