População

Em 2008, a população residente de Cabo Verde estimava-se em 499.96 habitantes, segundo as Projecções Demográficas do Instituto Nacional de Estatística (INE). Há um predomínio da população feminina, havendo, em 2000, uma relação de 94 homens para cada 100 mulheres.

Mais de metade da população do país concentra-se na ilha de Santiago, e na capital, Praia, reside cerca de 25 por cento da população. De 1990 para 2000, mais de metade da população nacional passou a viver no meio urbano (em cada 100 cabo-verdianos, 54 vivem em meio urbano, segundo dados de 2000).

O País tem uma população jovem, com uma média de 23 anos de idade. Em 2000, 42% dos habitantes tinham menos de 14 anos de idade e apenas cerca de seis por cento tinham mais de 60 anos de idade. No entanto, com a redução da Taxa de Fertilidade a tendência é para um envelhecimento da população.

A emigração, motivada, sobretudo, pela escassez de recursos e de ofertas de trabalho no país, tem vindo a diminuir desde os anos 70, reduzindo cerca de dois terços, de 1990 a 2000. A média anual de pessoas emigrantes era de 4800, no período entre 1971 e 1980, passando a 1475 emigrantes anuais entre 2001 e 2007. O emigrante cabo-verdiano é essencialmente do sexo masculino, e tem entre 20 a 39 anos de idade.

Estima-se que, entre primeira, segunda e terceira gerações, vivam quase tantos cabo-verdianos na Diáspora como no arquipélago. Os principais países de acolhimento são Portugal, EUA e Holanda.

 

Língua

O português é a língua oficial de Cabo Verde, usada nas escolas, na imprensa, na administração pública e nos actos formais. O crioulo é a língua “de leite”, emotiva, falada por toda a população. É uma das manifestações mais evidentes da identidade cabo-verdiana, e um elemento de unificação vital para os cabo-verdianos tanto dentro do país como na Diáspora. O crioulo tem diversas variantes, falando-se de forma diferente de ilha para ilha. Apesar dos regionalismos, o processo de normalização do crioulo já arrancou e há a vontade política de que venha a ser oficializado e adoptado como língua oficial, juntamente com o português.

 

Religião

A liberdade de Religião é garantida pela Constituição da República.

Os cabo-verdianos são maioritariamente cristãos-católicos (entre 85 a 90% da população). Na última década, as Igrejas do Nazareno e Adventista do Sétimo Dia (protestantes) têm-se desenvolvido e representam já nove por cento da população. Estão também presentes a Assembléia de Deus, as Testemunhas do Jeová e a Igreja Universal do Reino de Deus. Há uma pequena minoria muçulmana. Na ilha de Santiago, existe ainda a comunidade dos Rabelados, que se formou, em 1941, em oposição às novas práticas e rituais religiosos que a Igreja Católica portuguesa queria impor. A comunidade faz a sua própria leitura da Bíblia e o líder espiritual da comunidade preside às missas, ainda assim muito influenciadas pela religião católico-cristã.
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