Economia

Desde a Independência, e até ao ínicio dos anos 90, o Estado deteve uma posição dominante nas principais actividades económicas. Só a partir de 1991, o país iniciou uma reforma económica interna, encetando uma política de liberalizações e de abertura da economia ao exterior. A legislação fiscal e aduaneira é alterada, tornando o investimento privado e externo mais atractivo; assinam-se acordos que abrem as portas a novos mercados (AGOA-African Growth Opportunity Act, Cotonou e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental-CEDEAO).

Os sectores que ganham mais peso na economia são o turismo, os serviços, o sector financeiro e off-shore e as Pescas.

Mas o crescimento da economia e o incremento do investimento estrangeiro não conseguem fazer face à falta de recursos e às limitações adjacentes à condição insular do país. Cabo Verde continua a responder a apenas 20 por cento das suas necessidades básicas, importando a maior parte dos bens, principalmente alimentares e combustíveis. A economia é também muito dependente das ajudas orçamentais dos parceiros de desenvolvimento (equivalente a 26 por cento do PIB e a 15 por cento do total dos investimentos) e de empréstimos (mais de 50 por cento do PIB), assim como das remessas dos emigrantes (10% do PIB).

O crescimento real do PIB ronda os 7%, enquanto o PIB per capita é de 1500 dólares. O turismo e os serviços,em conjunto representam mais de 70 por cento das receitas do PIB.

O Orçamento de Estado para 2010 prevê receitas de 43 milhões de contos e despesas de 61 milhões de contos, o que representa um défice na ordem de 11,8%. A maior parte do investimento será canalizado para a infra-estruturação de portos e aeroportos.

A taxa de inflação é de 3 por cento para 2010.

 

» ADEI – Agência para o Desenvolvimento Empresarial e Inovação

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